10 abril 2013

70 x 7





































Todo mundo fala em perdão! É necessário dar e receber o perdão. Quantas vezes ouvimos isso!   Quantas vezes lemos sobre o assunto. Ouvimos tantas homilias, pregações belíssimas. Tudo parece tão fácil, tão mágico, tão lindo! E é realmente!Por isso falamos sempre que não guardamos rancor, ressentimentos... Em nosso coração nenhuma mágoa! Falamos porque é o que queremos viver.

Viver o perdão! Viver reconciliação, da forma como Jesus nos ensina. Porém o nosso inconsciente nos trapaceia, faz-nos acreditar que concebemos o perdão, mas na realidade está tudo ali dentro de nós. Guardado, armazenado, e muitas vezes crescendo em nós, tomando proporção gigantesca em nossas vidas. Acaba virando o nosso monstrinho de estimação. É um processo tão lento, que torna-se imperceptível. Ou outras vezes, tão rápido, tão voraz, que destrói o que de melhor há em nós. E mesmo estando dentro de igreja, vivendo vida de oração, não percebemos o gigante que vai crescendo em nós. O ódio, o rancor, o ressentimento, a mágoa, foi tomando espaço em nosso coração.
Começamos a amargurar nossas vidas, nosso falar, nosso agir... As pessoas vão se afastando e nos deixando só. Acabamos por maldizê-las, sem nos dar conta que a causa do afastamento é o nosso proceder, nosso agir. Outras vezes, por não querer afastá-las, nos adequamos as situações de pecado, vícios, com pessoas que bebem do mesmo cálice do fel que nós mesmo escolhemos.A falta de perdão mata. E é a pior morte acontece: A morte em vida! E onde há morte, deus não habita, não existe fruto na oração, não existe frutos na ação. Tudo é lamentação! Nossa oração torna-se murmuração. Acabamos nos tornando prisioneira de nós mesmo e levamos para dentro da prisão o objeto de nossos ressentimentos. Alimentando-o, abrigando-o, Dando a ele o refúgio necessário para crescer. e JUNTO COM ELE, ENTRA O AUTOR DO ÓDIO, o divisor. e conseguêntemente, nos percebemos num emaranhado de pecados. O ódio é a porta onde o Demônio entra com nossa autorização, e faz devastações, cauterizando nossa consciência de forma a justificar nossas ações, nos colocando sempre como vitimas. E somos vítima! Vitimas de nós mesmo, de nossa falta de perdão.
Fico a pensar, se Jesus não tivesse perdoado seu algozes. Ele seria a maior vitima de sua falta de perdão. Morrer sem conceber o perdão, com ódio no coração... Ele sabia que o principal prejudicado seria ELE mesmo. Ele teria muito mais a perder, porque o ódio, o rancor, a mágoa, o ressentimentos, podem matar a alma. Esta é a morte que devemos temer. Perdoar não é fácil! Reconhecer que não perdoamos a quem nos fez ou faz sofrer, é muito mais dificíl ainda. Mas é preciso o reconhecimento, pois só a partir daí tomaremos a decisão de dar o perdão. É preciso decidir-se em dar perdão! Com a decisão, o Espírito Santo vem em auxílio. Decidir-se pela vida, é conceber o perdão, mesmo que tenha que ser gestado. Fomos feitos para viver a e dar a vida ao outro. O Espírito Santo nos dá condições de olhar o outro nos olhos e dizer 70 vezes 7: EU TE PERDOO! Eu escolho viver e deixar-te livre para viver também. Eu te perdôo, eu te perdôo, eu te perdôo, eu te perdôo sempre. Pela minha decisão, com a força do Espírito Santo, eu retorno a vida. Vida que o próprio Deus me deu.
E se Deus nos deu não temos o direito de entregá-la a ninguém. É nossa, pertence a Deus unicamente. O autor da vida! Só a ELE pertence o Senhorio de nossas vidas.
Na escala do perdão, ganha quem muito aprende a perdoar! Pois quem muito aprende a perdoar, também aprendeu a  muito amar.